Vontade de escrever um poema
Um círculo pelo chão:
Anátema.
O que a mente cria,
Não à acompanha a mão…
Desejo de vomitar formas,
Palavras que dão forma ao desejo!
Desenhos pra ir além das palavras,
Novas letras, universo em ensejo!
Acelero… Rodopio …
Grito
Berro!
Derramar a tinta
De querer tanto
De saber que já achou
E não consegue mais encontrar
(O fluxo
sem nome
O transe
O espanto
O antes)
Lembra daquele poema sobre cebolitos na rodoviária Humberto?
Eu já fui capaz disso
E você também!!!
Talvez tu ainda sejas pois, pois é, paramos os papéis
Em que escrevíamos poemas e ideias
Folhas de caderno escolhidas a dedo
Selos
Descoberta na caixa de correio
Eu já fui capaz
De poesia
(E agora me foge
A anatomia
De um poema de impacto…)
Falta de hábito?
Ou remédio pra não vomitar?
Fluox-e-tina
Foge o tino
O tato
o raro ato
Eu
Me perdi
De mim.
Estou cansado de viver assim!
Isso sim!
Ódio! Vermelho!Risco!Kratos!
Machados
Destrambelho contido
Que não reconheço
Mas também não sei
O que faço?
Tenho é saudades de mim.